Still do videoclipe “Frontear”, de Leo Maverick, produzido pela Amazonia Beats
A iniciativa

O Projeto

Como nasce, como funciona e para onde vai a integração cultural entre o gênero urbano brasileiro e a música africana.

O que é

Uma ponte de trabalho

O Projeto Afro é uma iniciativa de intercâmbio cultural entre artistas brasileiros e africanos, realizada pela produtora audiovisual Amazonia Beats sob direção de Leo Maverick, em Brasília, Brasil.

Parte de uma constatação simples: o reggaeton, o rap e o trap latino produzidos no Brasil compartilham raiz rítmica com a música feita na África — e essa raiz quase sempre é tratada como influência distante, nunca como encontro. O projeto existe para fazer o encontro acontecer na prática: compor, gravar e filmar junto, com participação e crédito reais.

Por que agora

Uma virada de direção

Leo Maverick e Kadyn vêm de trajetórias que começam nos anos 1990 na cena urbana do Distrito Federal — rap, hip hop, trap — e que nos últimos anos se voltaram ao mercado latino, com um catálogo em reggaeton cantado em português, espanhol e inglês.

O Projeto Afro marca a mudança de rota: produção e difusão passam a se dirigir ao continente africano. Não como mercado a ser explorado, mas como interlocutor — buscando artistas, estúdios e público em Moçambique, Nigéria, Malawi e demais países.

Como funciona

O método

  • 1 · EncontroA colaboração começa por contato direto entre artistas — como aconteceu com Medisson Diplomata, que chegou ao projeto pelo Facebook, de Moçambique.
  • 2 · Composição e gravação distribuídasCada artista grava onde está, no estúdio que tem. Os arquivos circulam; a produção monta a obra.
  • 3 · AudiovisualCada obra ganha videoclipe, com filmagem nos países envolvidos. É o audiovisual que dá rosto e lugar à música.
  • 4 · Documentação públicaFicha técnica, créditos, datas e materiais publicados neste site — para que a colaboração seja verificável, não apenas anunciada.

A primeira obra

Africa Girl

Faixa afrobeat que reúne Leo Maverick, Kadyn e Medisson Diplomata. Os vocais moçambicanos foram gravados no estúdio Impala Beats, no distrito de Milange, e enviados para a produção no Brasil. É a estreia de Medisson como artista — primeira música e primeiro videoclipe.

O clipe será filmado no Malawi, país vizinho a Milange, com as cenas brasileiras gravadas em Águas Claras, Brasília. Ver a ficha técnica completa →

O que buscamos

Interlocução institucional

O projeto busca diálogo com representações diplomáticas e instituições culturais de Moçambique, Malawi e Nigéria, com três objetivos declarados:

  • Apoio institucionalSer recebido pelas embaixadas e apresentar a iniciativa como ponte cultural entre o Brasil e os países africanos envolvidos.
  • Mobilidade artísticaViabilizar a vinda de Medisson Diplomata ao Brasil, para gravação, apresentação e continuidade do trabalho conjunto.
  • Novas colaboraçõesAmpliar o projeto a outros artistas moçambicanos, nigerianos e malauianos, com produção e crédito compartilhados.
Leo Maverick e Kadyn, artistas do Projeto Afro
Leo Maverick e Kadyn · arte promocional

Quem realiza

A Amazonia Beats é uma produtora audiovisual independente sediada em Brasília, fundada em 2010 e registrada como empresa em 2012, com mais de 18 obras registradas na ANCINE e estúdio próprio de filmagem desde 2023. A direção é de Leo Maverick.

A produção do Projeto Afro é de Amazonia Beats e Leo Maverick. A produção musical e a técnica de estúdio contam com Kadyn, que assina gravação, mixagem e masterização.

A colaboração internacional não começa agora: entre 2018 e 2022 a produtora realizou obras com os bolivianos Yeyel e Jam Caribe, dentro do Projeto Reggaeton Tropical. O Projeto Afro aplica o mesmo método em direção à África.